O presidente disse que o Senado é soberano para tomar suas decisões, mas deve dizer, se não aprovar a CPMF, de onde o governo vai tirar dinheiro para projetos do PAC. “Você não pode tirar do custeio”, afirmou. “Espero que na hora que algum senador votar contra ele diga de onde vamos arrumar R$ 40 milhões para fazer o que precisamos fazer”, afirmou. “É só isso que eu quero, só isso”, completou. “Seriedade, nada mais do que isso, pois hoje quem precisa da CPMF não é o governo, é o país.”Ele ainda criticou o discurso supostamente contraditório da oposição. “O discurso de quem quer mudar a CPMF e de quem sonha acabar com ela é tentar reparti-la”, disse. “Se reparti-la entre estados e municípios nunca mais acaba a CPMF”, avaliou. “Esse é um dado político.”Fonte: Agência Estado

Agora alguém poderia explicar a Lula que “provisório” é diferente de “definitivo”?  A CPMF foi um imposto criado há 8 anos atrás para tirar o Brasil do buraco, mas deveria ser um imposto provisório (ou seja, não era pra durar muito). Já foi adiado uma vez e agora querem extender seu prazo novamente. Segundo Lula, esta seria a única forma de dar ao país 40 milhões de reais. Um dinheiro que é tirado de todo brasileiro, todos os dias em cada transação bancária e está (indiretamente) embutido em todas as nossas compras.

Mas, excelentíssimo presidente da República, é muito fácil tirar dinheiro do povo e apaziguar os ânimos com seus programas “bolsa família”, “bolsa escola”, “bolsa isso ou aquilo”, mas algum dos senadores já pensou em abaixar seu salário e dos Deputados apenas um pouquinho? Não, todo ano vemos uma ou duas votações para aumento do salário desses políticos cujo único trabalho é sugar mais ainda o sofrido povo brasileiro.

As elites não estão nem aí, eles têm dinheiro para pagar os impostos que são cobrados, para eles não faz falta, mas para os trabalhadores que passam 6 meses trabalhando apenas para pagar seus impostos e não recebem nem dignidade de volta? Nossos hospitais públicos são uma lástima, o sistema carcerário super-lotado, as escolas públicas caindo aos pedaços, professores mal pagos (ou não pagos), a servidoria pública virou refúgio de vagabundos que não concursam atrás de trabalho, concursam atrás de conforto e estabilidade. A máquina governamental brasileira não funciona, está quebrada!

E nosso presidente tem a cara-de-pau de perguntar “de onde tiraremos 40 milhões”? Quem sabe cortando o luxo requintado da política brasileira, que desde sempre teve esse aspecto de superioridade sobre as massas. Quem sabe parando de desviar verba pública para bolsos particulares. Quem sabe, criando vergonha na cara de todos os políticos que preenchem as cadeiras do Senado com suas bundas gordas, velhas, ricas e preguiçosas.

Dá raiva, ler esse tipo de coisa, ouvir esse tipo de coisa ou mesmo imaginar esse tipo de coisa, porque só mesmo em um mundo fantasioso podem viver os nossos políticos (incluindo Lula) para pensar que a única solução para este buraco é cobrar mais taxas do povo.

Tá na hora do povo brasileiro se levantar e mostrar que não é assim que funciona, não são eles que mandam, somos nós! Que porra é essa? Que absurdo é esse? Quem são essas pessoas que decidem fazer votações fechadas sobre casos de corrupção? Essa corja de bon vivants que paira sobre nossas cabeças como abutres atrás de carcaças para se alimentarem, o que fazem por nós afinal para lhes dar o direito de estar lá?

O Brasil é nosso, não é deles. Político não devia ganhar salário… deveria ser trabalho voluntário. Faz quem gosta, faz quem quer e quem tem vontade de mudar as coisas. Ou quantos você acha que estão lá pelo dinheiro e estão pouco ligando quem você é, se você mora em uma favela ou em um prédio de luxo, se o seu filho estuda na faculdade particular ou pede dinheiro no sinal. Eles não estão nem aí… quem tem que se importar somos nós.

Algo tem que ser feito e não só pela CPMF, mas pelo país… ou continuaremos a ser explorados como se fossemos ainda colônia de portugal… só que dessa vez, quem nos rouba são nossos próprios “compatriotas”.

Falta vergonha na cara, não só da classe política, não só do presidente, mas também do povo…

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