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O estudo de branding abrange tanto o design quanto o marketing, já que o branding é a demonstração visual de tudo que abrange o serviço e o produto como marca. Nisto estão inclusos os processos de estilização e divulgação da marca, associando-a a palavras-chaves, cores e formas que reforcem os ideais da empresa

Um excelente exemplo de empresa que utiliza o Brand como técnica de marketing é o McDonald’s. Todos os produtos são marcados com o seu logo (copos, lanches, bandejas, guarda-sol), assim provocando um sentimento de unidade em toda a empresa e suas filiais e franquias.

Quando trabalhamos o processo de branding no mercado da internet, a questão é complicada, pois muitas vezes o designer precisa ou quer melhorar o aspecto da marca e do produto no site, mas deve fazer isso sem alterar a identidade visual já presente. Muitas vezes o melhor a fazer seria reconstruir ou adaptar a marca quando se faz uma renovação do site, garantindo a unidade entre o que está online e o que está visível através das fachadas, vitrines e produtos de sua empresa.

O Branding é amplamente difundido. Alguns o amam, outros o odeiam e esta é sua principal vantagem. No mundo do marketing você não pode se dar ao luxo de ser meio-bom ou mesmo meio-ruim. A principal função de uma marca é ser lembrada.

Tenha em mente a Coca-Cola. Muitos a odeiam e é uma marca conhecida em qualquer lugar do mundo, isso porque todos falam dela, bem ou mal. Claro que nosso objetivo sempre será ser bem falado, mesmo quando sabemos ser impossível agradar gregos e troianos, e todos os esforços devem ser nesta direção. Meta esta que só poderá ser atingida se o designer tiver ousadia para criar algo impactante, que é justamente o que pode gerar o efeito “ame ou odeie”, mas nunca “ame-o ou deixe-o” (podemos chamar isso de “efeito Brasil“, já que é uma frase clássica por aqui).

Como o objetivo do branding é formar uma imagem na mente do consumidor sobre os seus serviços ou seus produtos, isso facilita muitas vezes o processo de aquisição de clientela ou até mesmo a manter clientes já adeptos da marca, sempre reforçando sua memória através de pequenos lembretes. Desde um embrulho de presente logotipado, até uma caneta de brinde com a marca da empresa o importante neste processo é fazer o cliente lembrar-se constantemente da sua fonte de consumo.

Outro aspecto positivo do processo de branding é que o cliente tem uma tendência maior a confiar em marcas estabelecidas, ao invés de empresas e marcas duvidosas e que não possuam estrutura para deixar sua marca. Neste caso não importa tanto o tamanho da empresa, mas sim como ela o usa.

Em um exemplo simples, eu te pergunto: Digamos que você está no supermercado e vá comprar camisetas brancas de algodão. Você escolheria as da “Hering” ou aquela “marca genérica”, supondo que ambas tenham preços iguais?

No mundo de hoje não há como agradar a todos, você deve se preocupar então em passar a imagem da empresa, o espírito dela através de tudo que representa a marca. Tem que ser como um uniforme de futebol. Seus funcionários utilizam roupas que lembram a sua empresa, seus papéis possuem o logo da empresa, tudo que é feito em relação à empresa segue uma rígida conduta visual, tudo em nome da construção de uma marca sólida.

Estudando esses vários elementos do Branding, podemos adaptá-la ao mercado em questão (web) produzindo de forma verdadeira a vitrine de sua empresa na internet e formando na cabeça de seus consumidores uma imagem sólida. Ao invés de marcar os uniformes e os papéis da empresa, o importante é marcar as páginas, através de uma identidade visual sólida que transmita o padrão da empresa. Isso pode ser alcançado de diversas maneiras, como utilização de ícones designados sob medida, logos de diversos tipos para finalidades diferentes, publicidade on-line padronizada e até mesmo conteúdo de utilidade para o cliente (desta forma utilizando o branding até mesmo através da escrita).

Por essas e outras razões o branding tem se tornado uma prática cada vez mais comum na web e no mundo real. Existem diversos exemplos práticos além do McDonald’s e Coca-Cola. Pizzarias que distribuem imãs com seus telefones, boates que produzem folders todas as semanas com seus logos e com um certo estilo visual e até mesmo aquela padaria que imprime sua marca no saco de pão. Com certeza essas serão as empresas que serão armazenadas no topo da pilha de memórias do consumidor e quando ele precisar de alguma do ramo, você precisa estar em primeiro lugar.

Produzindo Identidade Visual

A Identidade Visual é um conjunto de pequenos fatores que compoem todo o estilo da empresa. Se focarmos na web, podemos definir uma Identidade Visual com facilidade. Tendo em vista objetivos sólidos (“quero modernizar meu site”, por exemplo) partimos para a criação. É esculpida do zero uma imagem que passe as mensagens que o cliente deseja. São feitos Sketches de formatos e cores, propostas de apresentação, formulados estilos de abordagem de conteúdo, tudo de uma maneira integrada, formando uma imagem concisa e imprimindo na mente do usuário a mensagem desejada.

Isto deve ser feito de uma forma integrada por motivos óbvios. É como você vestir um terno e sair falando gírias. A imagem pode não ser ruim, mas não será concisa, correndo o risco de confundir o usuário, ao invés de guiá-lo. Por isso se definimos que o site “irá usar um terno”, também estamos definindo que ele “não usará gírias”, formando uma Identidade. Por outro lado, não quer dizer que não podemos definir que “o site usará bermudão” e, portanto, “usará gírias”, por exemplo.

Uma coisa não se pode ter dúvida, se a empresa deseja reconhecimento e crescimento, o Branding e a Identidade Visual são imprescindíveis.

Artigo originalmente publicado por mim no site da MSI Tecnologia
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