Cyber-Cultura e Etc.

Aventuras e desventuras de um web designer

Primeiras impressões sobre o Google+ — 07 / julho / 2011

Primeiras impressões sobre o Google+

Screenshot do Google+
Minha página inicial no Google+ ... bem mais limpa do que a maioria das redes sociais

Já faz um mês que os convites do Google+ começaram a circular por aí. Até então bastante limitados, os convites chegaram a ser até bloqueados por uma semana, já que o site ainda está em fase de testes e a procura foi muito grande para tão pouco tempo.

Agora, graças ao meu amigo Carlos Eduardo, pude receber um convite e verificar a mais nova criação da Google. Portanto, trago para vocês uma análise preliminar do que vi até agora. Vou atualizar este post a medida em que testar/encontrar novos recursos e possibilidades, para que meus leitores possam decidir se querem ou não fazer parte de mais uma rede social.

Não é para todos, pelo menos ainda.

O Google+ foi feito a partir dos conceitos mais difundidos das redes sociais atuais, como a atualização simples de status, comunicação rápida com os amigos através de textos curtos, exibição de fotos e marcação de rostos, enfim, o básico de uma rede social nos dias de hoje. Então qual a grande diferença entre usar o Orkut, o Facebook e o Google+ ? Por que deveríamos trocar, ou até mesmo adicionar, uma rede social?

A diferença começa no cadastro, já integrado com a Google Accounts, para quem tem conta no Gmail, YouTube e outros serviços da Google, facilita bastante na hora de dar o primeiro passo. Assim que entrei no site, a primeira tela mostrava alguns dos recursos mais relevantes e como utilizá-los, com bastante simplicidade. Dois deles seriam os responsáveis principais pelo que eu acredito ser o sucesso futuro dessa aplicação: o “Circles”, “Sparks” e o “Hangouts”, que explicarei mais adiante.

Mas por que o Google+ não é para todos? Simples, primeiro porque não há tantas pessoas por lá, a grande maioria são early adopters, pessoal que trabalha com tecnologia ou nerds curiosos. Em segundo lugar, ainda é um aplicativo em fase de testes, sem tantos recursos quanto a maioria das redes sociais. A verdade é que para a grande maioria do público atual do Facebook, seria uma perda de tempo usar o Google+, pelo menos até ele ficar mais amadurecido.

A Google conta com a participação desses usuários iniciais em avaliar e testar esses recursos, dando feedback para os desenvolvedores poderem melhorá-lo antes de colocá-lo a disposição para o público geral.

Circles

Não há nada de muito novo no conceito dos círculos do Google+. No caso, é um recurso para você separar os seus amigos por categorias, assim seus dados e atualizações são segmentados. Isso já existe no Orkut e no Facebook, entre várias outras redes sociais menos conhecidas, mas não são tão utilizados pela maioria dos usuários. No Google+ essa opção é praticamente obrigatória, já que quando você adiciona um novo amigo, a primeira coisa que ele faz é perguntar a qual círculo ele pertence. Portanto a diferença não é tanto na funcionalidade, mas na abordagem do sistema em relação ao usuário, achei isso muito bom. Saiba mais sobre o Circles, aqui.

Hangouts

De longe o recurso mais interessante até agora, o Hangouts consiste em um aplicativo de vídeo conferência, onde você conversa com diversas pessoas ao mesmo tempo com sua webcam e um microfone. A qualidade dos vídeos e a velocidade com que funciona surpreendem, comparando com outros serviços semelhantes na internet. O mais próximo disso que existe só pode ser encontrado no Skype (pagando) ou em outros softwares específicos de vídeo conferência (também pagando). Acredito que não vá demorar para o Facebook integrar um serviço semelhante, mas tenho dúvidas quanto a qualidade com que isso será feito. O fato de a Google ter feito um bom trabalho nesse recurso não é nenhuma surpresa, sendo que eles são proprietários do YouTube há alguns anos e fizeram grandes melhorias no serviço de vídeo, sem contar o abandonado Google Videos (que ainda existe, apesar de praticamente substituído pelo YouTube que é mais popular). Saiba mais sobre o Hangouts aqui.

Sparks

Screenshot do Sparks no Google+
Sparks no Google+, uma maneira fácil de encontrar e compartilhar conteúdo

Uma forma interessante de exibir notícias e informações de outras fontes que não os seus amigos e conhecidos, o recursos Sparks mostra diversos conteúdos de diferentes categorias, assim você pode encontrar novidades para compartilhar com seus amigos sem nem mesmo ter que sair do site. Gostei muito desse recurso, que além de servir como as “preferências” do Facebook, não é tão dependente do que você define no seu perfil, mas sim um arquivo navegável de atualizações. Saiba mais sobre o Sparks aqui.

Recursos Visuais e Práticos

Algo que me chamou bastante atenção no Google+ foi seu visual limpo, agradável aos olhos e focado na funcionalidade mais do que em detalhes que, acumulados, causam uma grande poluição visual (como no Orkut e até no Facebook). Além disso, a equipe da Google caprichou no modo como é feita a interação com o site, na hora de editar o perfil, atualizar o status, fazer upload de fotos e vídeos. Você não precisa ficar transitando entre páginas para editar seu perfil, pode editá-lo na mesma página em que ele é exibido, com bastante rapidez. Alguns pequenos detalhes fazem a diferença. Por exemplo, quando trocamos a foto de perfil, há uma animação simples trocando a imagem antiga pela nova. Esse tipo de detalhe é que realmente faz diferença, quando o site todo é focado na limpeza visual, esse tipo de transição causa um efeito maior na percepção do usuário.

screenshot do meu perfil no Google+
Meu perfil (ou parte dele) no Google+

Google+ Para Empresas

Recentemente, escrevi um artigo no blog da empresa onde trabalho, a Tecnolicious, falando mais sobre a abordagem do Google+ para as empresas, um recurso que ainda está para chegar. É muito importante ler se você pretende divulgar sua marca nessa rede social, seja um blog, uma empresa, uma banda musical ou um grupo/associação, já que as regras para isso são bem específicas e podem resultar em bloqueio ou exclusão do seu perfil.

Resumindo

Certamente o Google+ é um serviço de rede social no qual devemos ficar de olho. Agora, pode não ser tão inovador, com excessão desses recursos citados, mas futuramente tenho certeza que serão dezenas de inovações sociais para desfrutarmos. Se você é um usuário esporádico de redes sociais e só quer ficar em contato com sua família e amigos, recomendo que continue no Orkut e Facebook até que o Google+ amadureça um pouco. Se você é um aficcionado por novidades e está louco de curiosidade para testar esses novos recursos (e ainda poder dizer, daqui há uns anos, que foi um dos primeiros – como  muitos gostam de falar quanto ao Orkut e Facebook), então não perca tempo, corra atrás de seu convite e vá testar! E não se esqueça de me adicionar. P.S: caso precise de um convite, deixe um comentário, mas só vou convidar quem fizer um comentário relevante sobre o post 😉

Dicas para fazer orçamentos. — 05 / julho / 2011

Dicas para fazer orçamentos.

Mão escrevendo orçamento
uma simplificação do método de abordagem ao cliente é sempre bem vinda.

Hoje pela manhã recebi a atualização mensal do site A List Apart e, como sempre, eles trazem mais um artigo muito útil para a vida do profissional da web. Para quem trabalha como freelancer nessa área, seja como designer ou programador, as dicas dadas no artigo “A Modest Proposal” são, mais do que úteis, essenciais. Principalmente se você tem pouca experiência no ramo. Mesmo para os mais experientes, uma simplificação do método de abordagem ao cliente para orçar projetos e apresentar propostas é sempre bem vinda.

Mas as dicas não valem só para os freelancers, muitas vezes os responsáveis por apresentar propostas não são aqueles que irão realizá-las, principalmente em empresas com uma estrutura de venda separada do núcleo de desenvolvimento. Já passei por muitas situações onde a falta de informações entre essas duas equipes causou constrangimento e confusão perante o cliente. Por isso, é importante que você tenha em mente os aspectos colocados nesse artigo, seja você um vendedor ou um desenvolvedor, para que trabalhem juntos na melhor maneira de apresentar as propostas e realizar as promessas vendidas.

O autor, Nathan Peretic, aborda vários tópicos importantes nesse processo, desde o cálculo dos custos de produção, até os métodos de avaliação dos desejos do cliente, traduzindo isso para um orçamento simples e conciso, que reflita as vontades do cliente e as capacidades de sua equipe de produção. Além disso, ele também apresenta diversos links importantes e interessantes. Recomendo a leitura.

Clique aqui e leia o artigo “A Modest Proposal” no site A List Apart.

Ficha Limpa em Perigo! — 14 / setembro / 2010

Ficha Limpa em Perigo!

Caros amigos,

O STF poderá liberar candidatos corruptos nas eleições! Políticos corruptos estão apelando para a legalidade da Ficha Limpa. Vamos deixar claro o que os brasileiros querem. Assine a petição, ela será entregue para o STF em alguns dias:

A Ficha Limpa corre sério risco. Candidatos corruptos, barrados das eleições de outubro, estão apelando para o Supremo Tribunal Federal (STF) questionando a “constitucionalidade” da lei. Se eles ganharem todos os candidatos corruptos que conseguimos banir, serão liberados para disputar as eleições de outubro.

O STF está dividido, alguns juízes defendem a aplicação imediata da Ficha Limpa, mas os outros estão dizendo que a lei só deverá valer para 2012. Eles irão julgar a constitucionalidade da Ficha Limpa a qualquer momento. Nós precisamos agir rápido e deixar claro para os juízes do STF que a sociedade civil brasileira lutou arduamente para passar a Ficha Limpa e queremos que ela seja válida para as eleições de outubro!

Assine a petição ao STF pedindo a validação da lei Ficha Limpa. A petição será entregue diretamente ao Presidente do STF em alguns dias!

http://www.avaaz.org/po/ficha_limpa_supremo/?vl

Graças à Ficha Limpa, mais de 242 candidatos notoriamente corruptos foram barrados das eleições de outubro. Esta lei simboliza uma melhoria imensa na qualidade dos nossos governantes. Porém, em uma medida desesperada para permanecer no poder, os candidatos banidos estão recorrendo ao STF para julgar a Ficha Limpa inconstitucional, a fim de concorrer nas eleições de outubro.

A Ficha Limpa é uma das leis mais democráticas do país, sendo introduzida e aprovada por um esforço da sociedade civil brasileira sem precedentes. Ela se tornou um símbolo de esperança por um governo livre da corrupção. Percorremos um longo caminho pressionando o Congresso, com telefonemas, e-mails e mobilização popular, agora precisamos nos certificar que o STF irá defender a vontade dos brasileiros e não dos corruptos. Assine a petição agora para garantir a validade da Ficha Limpa em outubro:

http://www.avaaz.org/po/ficha_limpa_supremo/?vl

Obrigado por fazer parte deste incrível movimento contra a impunidade e por um governo sem corrupção.

Com esperança por uma eleição sem corruptos,

Graziela, Alice, Ricken, Paul, Milena, Iain, Mia, Alex and the whole Avaaz team

Saiba mais:

Supremo Tribunal Federal pode votar Ficha Limpa antes das eleições:
http://www.band.com.br/jornalismo/eleicoes2010/conteudo.asp?ID=100000344787

TREs barraram 242 candidatos pela Lei da Ficha Limpa:
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,tres-barraram-242-candidatos-pela-lei-da-ficha-limpa,608091,0.htm

Roriz aguarda decisão do Supremo, que está dividido sobre a Ficha Limpa:
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/09/12/noticia_eleicoes2010,i=212573/RORIZ+AGUARDA+DECISAO+DO+SUPREMO+QUE+ESTA+DIVIDIDO+SOBRE+A+FICHA+LIMPA.shtml



A Avaaz é uma rede de campanhas globais de 5,6 milhões de pessoas
que se mobiliza para garantir que os valores e visões da sociedade civil global influenciem questões políticas internacionais. (“Avaaz” significa “voz” e “canção” em várias línguas). Membros da Avaaz vivem em todos os países do planeta e a nossa equipe está espalhada em 13 países de 4 continentes, operando em 14 línguas. Saiba mais sobre as nossas campanhas aqui, nos siga no Facebook ou Twitter.Esta mensagem foi enviada para douglas.daquino@gmail.com. Para mudar o seu email, língua ou outras informações clique aqui. Não quer mais receber nossos alertas? Clique aqui para remover o seu email.

Para entrar em contato com a Avaaz não responda este email, escreva para nós no link www.avaaz.org/po/contact.

LevelUp Games – Decepção — 01 / julho / 2010

LevelUp Games – Decepção

Se você fosse contratar um serviço em alguma loja online, certamente iria atraz de alguma referência para confiar nele. Geralmente algo que você lê dentro do próprio site da empresa.

As promessas feitas nesse contexto, deveriam ser cumpridas pela empresa, não em questão de normas,  mas em questão de manter a palavra que conquistou o consumidor.

O site da LevelUP Games diz o seguinte:

“Nosso compromisso está garantido: levar a todos a melhor experiência em entretenimento digital do Brasil. Queremos ouvir sempre a sua opinião, para juntos construirmos uma Level Up! cada vez melhor.”

A verdade é que eles têm condições de representar esses valores, mas não o fazem por travas burocráticas e nada voltadas para o cliente e seu conforto ou melhor experiência de jogo, pois ainda não pude jogar. Alguns vão pensar que estou até exagerando, por ser uma demora de 12:00 aproximadamente. “12h é pouco”, pode até ser, mas quando fiz a transação pagando o boleto através do internet banking, pela primeira vez, deu certo. Fiz o pagamento por volta de 22:00, e hoje as 6:30 estavam creditados meu GTC de 30 dias para o jogo Aion, da NCSoft – que, aliás, não tem nada a ver com isso, somente nos provê um dos melhores jogos de MMORPG no mercado.

Todo esse trabalho que estou tendo, é justamente para poder jogar um jogo que ofereça o que vocês prometem, uma melhor experiência de jogador.

Não foi isso que senti ao contratar seus serviços, cara LevelUp. Nada contra os atendentes, pessoalmente, mas eu acho que deveriam ao menos rever sua política interna em prol do consumidor. Não estou pedindo nada que o meio corporativo não costume fazer, pois caso surja uma competição, vocês sejam lembrados pelos jogadores. Sei também que muitos nunca se incomodaram com a LevelUp, que bom. Mas a questão é que o cliente precisa dessa visão, por parte da empresa, de que ele é importante e agir  de acordo com esse parâmetro.

A moça ao telefone me repetiu inúmeras vezes de que nada podia ser feito. Eu a entendo, ela segue o que o emprego dela precisa dela, é assim que funciona. Mas eu questiono quem está acima dessas pessoas, por não mudarem essa situação, por não mudarem as políticas internas da empresa permitindo mais flexibilidade aos atendentes. Que tivesse uma pessoa a cada 10 atendentes, com formação acadêmica em sistemas, jogos ou ciências da computação para atenderem casos especiais. É só um exemplo do que pode ser feito para melhorar a estrutura.

É uma nova era para o convívio social online no Brasil, estamos em ascenção no cenário mundial, devemos sempre resaltar a importância de jogar limpo, cumprir promessas, fazer as coisas direito e não impor barreiras. E algo tão simples como uma transação bancária, acabou dando tanto problema.

Bem, só para esclarecer, tenho todos os registros dos contatos feitos e tenho certeza que as ligações foram gravadas (?) Espero..

Se você já teve algum problema parecido com eles, por favor avisem, comentem, não fiquem só criticando, dêem idéias para que eles possam melhorar, afinal é um dos lemas deles. E também convenhamos, no fundo não me importo de esperar mais um tempinho pra poder jogar Aion, pois vale a pena.

#polevelup e registre sua reclamação. Por uma melhor indústria de games no Brasil!

tecSOFT – Artigos – O Que Significa Webstandards — 05 / abril / 2010

tecSOFT – Artigos – O Que Significa Webstandards

Como web designer, tive que passar por muitas experiências e acompanhar a evolução da internet nos últimos 10 anos. Nesse meio tempo, percebi diversas alterações no modo de comportamento dos usuários e dos web designers também. Chega a ser engraçado lembrar dos padrões adotados pelos sites antigamente. As pessoas utilizavam serviços de construção de site como o antigo Kit.net, ou softwares “automatizados” que ajudavam leigos a construir seus próprios sites, como o Microsoft FrontPage. Algo que era bastante comum naquela época eram os “contadores de visita”, presentes em praticamente todo site que quisesse mostrar ao mundo como ele era bem visto.

Mas o que mudou então?

Hoje em dia é considerado “brega” colocar um contador de visitas visível em seu site, mesmo porque foi uma informação que nunca interessou muito as pessoas. Faz mais diferença se muita gente visita seu site ou se seu site é bem feito? Sem contar que os contadores nunca foram informações muito confiáveis, já que é possível definir um número inicial para ser exibido (ou seja, seu site pode exibir 19.786 visitas no primeiro dia, se você quiser) e também um contador não diferencia quem visita seu site, ou porquê.

tecSOFT – Artigos – O Que Significa Webstandards.

Eletricidade Sem Fio — 28 / setembro / 2008

Eletricidade Sem Fio


Bookmark and Share

Não, você não está ficando lelé. O título pode parecer insano, mas a verdade é que estamos prestes a mudar nossas vidas para sempre.

Claro que uma evolução tecnológica, seja qual for, leva tempo para ser considerada uma mudança generalizada no dia-a-dia da população. Mesmo assim o novo produto anunciado pela Intel promete mudar ao menos nossa visão em relação a transmissão de energia.

demonstração da tecnologia de transmissão de energia sem fio da Intel
demonstração da tecnologia de transmissão de energia sem fio da Intel

 

Intel Wireless Electricity, ou Eletricidade Sem Fio da Intel, é o nome dado ao sistema que permitiu ao CEO Justin Rattner acender uma lâmpada de 60 Watt sem utilizar um único fio.

Nessas horas a maioria de vocês fica se perguntando como isso funciona, mas não é tão complicado ou místico quanto parece. Na verdade a energia é transmitida através do ar até a fonte receptora. “Bom, mas e o cara não vai levar um choque andando pela própria casa?”.

A questão é que o corpo humano não conduz todo tipo de energia, apesar de conduzir a elétrica. O que os caras fizeram foi utilizar apenas a energia magnética da fonte e transmiti-la para a lâmpada. Como o corpo humano e objetos comuns de nossas vidas não são afetados pela energia eletro-magnética, a mesma é absorvida apenas pelo receptor.

Com isso será possível realizar coisas antes impossíveis, como recarregar seu celular sem ligá-lo na tomada, ou eliminar os fios presentes em seu computador. Assim como hoje podemos utilizar internet sem fio em alguns locais públicos que oferecem acesso, um dia poderemos também economizar as baterias de laptops, celulares, pda’s.

Ainda veremos mais sobre isso, pois tudo o que temos até agora é uma demonstração da empresa, mas com certeza me intriga pensar no que o futuro nos reserva.

A notícia veio do site Project Web Design.

Mais sobre o assunto pode ser visto em:
Intel Wireless Power Transmission – Science Fiction in the News

Blog Intel: Wireless Power & “Sensitive” Robots: videos from IDF

Origem e Significado da Cybercultura — 25 / setembro / 2008

Origem e Significado da Cybercultura

Mesmo para os adeptos da chamada cybercultura é difícil, muitas vezes, definir do que se trata ou o que se encaixa nesta definição.

Saiba que não apenas é fácil descrevê-la, como também você faz parte dela. Caso esteja pensando que não, pare e pense novamente, pois a própria internet como nós vemos hoje é fruto desse desenvolvimento cultural.

Entenda, cultura não se trata de ouvir música erudita e ler bons livros, tampouco trata-se do conhecimento per se, mesmo que as atividades anteriormente descritas façam parte da cultura humana como um todo.

Citando a Wikipédia (minha fonte favorita de conhecimento):

Cultura (do latim cultura, cultivar o solo, cuidar) é um termo com várias acepções, em diferentes níveis de profundidade e diferente especificidade. São práticas e ações sociais que seguem um padrão determinado no espaço. Se refere a crenças, comportamentos, valores, instituições, regras morais que permeiam e identifica uma sociedade. Explica e dá sentido a cosmologia social, é a identidade própria de um grupo humano em um território e num determinado período.

Tendo em mente isso, podemos começar a enumerar as partes que compoem o emaranhado tecnológico que chamamos de cybercultura: celulares, computadores, sites, salas de bate-papo, blogs, compras on-line, jogos, gps, cartões de crédito. Toda sorte de aparatos eletrônicos e hábitos relativos a eles em nosso dia-a-dia fazem parte desta lista.

Os povos antigos dependiam de muitas coisas para sobreviver, desde água potável até formas de cultivar uma lavoura. Todas as criações feitas em prol disso são nossas culturas. Hoje em dia o ser humano depende de outros fatores, seja para resolver problemas em seus ambientes, seja para obter maior conforto ou qualidade de vida. Essas necessidades nos levam a cultivar novos hábitos e criar novas ferramentas, criando assim novas culturas.

Assim nasceu a cybercultura. A medida em que foram desenvolvidas novas tecnologias e formas de comunicação, estas se tornaram essenciais para as atividades sociais humanas, gerando a necessidade de evoluir este aspecto, fato que nos traz ao contexto atual, onde os meios tecnológicos são dificilmente descartados da vida de qualquer cidadão.

As origens disso tudo?

Em 1726, Jonathan Swift imaginou uma máquina de blocos de madeira acionada com uma alavanca, cuja utilidade era compor discursos. É claro que tal máquina não existiu, mas em 1801, Joseph-Marie Jacquard chegou muito perto dessa idéia, ao criar o primeiro sistema de cartões perfurados para tecer. Com ela era possível tecer diferentes padrões sem alterar partes mecânicas da máquina.

A idéia evoluiu, a tecnologia (simples, para nossos padrões) revolucionou a cultura da época, até que em 1833 o primeiro computador programável foi idealizado: utilizando cartões perfurados, um “motor analítico” movido a vapor foi desenhado por Charles Babbage. Justamente pela falta de recursos em seu tempo, Charles fracassa em seu projeto.

A próxima evolução tecnológica viria através do telefone, inventado por Antonio Meucci em 1860 e patenteado por Alexander Graham Bell em 1875, está presente em nossas vidas até hoje.

Quase um século depois, em 1946, nasce o primeiro computador, chamado ENIAC (Eletronic Numerical Integrator And Computer), criado por John Presper Eckert e John William Mauchly na Universidade da Pensilvânia, EUA.

Não pense que ele era algo parecido com o que temos hoje em nossas mesas, onde podemos assistir a vídeos, nos comunicar ao redor do globo e expor nossas idéias, sua finalidade era calcular trajetórias de projéteis para o exército americano. Além de ter pouca utilidade para uma pessoa comum, ele pesava 27 toneladas e ocupava 167 m², operando com 17.468 válvulas eletrônicas.

O reinado do ENIAC não durou muito, pois ele foi desativado para sempre em 2 de Outubro de 1955.

Antes disso, em 1950 nasce o projeto que daria início a nossa querida internet: o RAND (Research and Development – Pesquisa e Desenvolvimento), cuja finalidade era conectar um computador a outro para que cientistas pudessem trocar conhecimento. Em 1958 a ARPANET (Advanced Research Projects Agency Network – Rede da Agência de Projetos de Pesquisa Avançados), criada com objetivos militares de pesquisa e desenvolvimento, é considerada a avó da internet. Apesar disso ela só realiza sua primeira conexão bem-sucedida em 1969.

Daí em diante é história. A computação evoluiu, com máquinas cada vez mais compactas e poderosas e agora comunicando-se umas com as outras através de uma rede. Nasce em 1970 o termo Internet, cunhado por Vinton Cerf.

A essa altura do campeonato, a sociedade pós-moderna já era dependente de milhares de outros elementos da cybercultura, como impressoras, máquinas industriais automatizadas, telefones e até mesmo dos jogos eletrônicos.

A indústria cibernética atinge um novo marco com o lançamento do “PC”, sigla para Personal Computer – computador pessoal -, da IBM, em Abril de 1981.

O PC foi o primeiro computador feito para ser levado para casa, digamos assim.

Em seguida veio o mouse, até pouco tempo atrás ferramenta indispensável no uso de um computador (hoje em dia contamos com dezenas de outros “artefatos” para esta tarefa, mas nenhum deles existiria sem o mouse).

E, finalmente, em 1984 o autor William Gibson publica uma novela chamada “Neuromancer”, onde aparece pela primeira vez o termo “ciberespaço”, que seria “a realidade virtual que ocorre dentro dos microcomputadores e redes do mundo”.

Este, para mim, é o marco definitivo da existência da cybercultura e também da importância da mesma para a sociedade atual. Com o crescimento financeiro e também da popularidade das empresas do ramo tecnológico, houve uma atenção crescente por parte dos cientistas, pesquisadores e consumidores, gerando uma evolução cada vez maior das tecnologias empregadas.

Graças a essas tecnologias recentes, hoje temos acesso a informação em escala indeterminável, comunicação com qualquer parte do mundo, possibilidades artísticas inimagináveis até então (imagine os filmes de hoje sem os efeitos especiais, DVD e… bem, internet – afinal, quem nunca baixou um filme?).

Se você pensa que chegamos a um limite da cybercultura, saiba que mal começamos. Cada vez mais as indústrias “do mundo real” estão migrando para a internet, ou pelo menos marcando presença através de um site, já que é mais fácil para o cliente tirar uma dúvida sem sair de casa (pelo menos deveria ser, se todos utilizassem a internet da maneira correta).

Ao passar de cada ano, surgem também novas tecnologias, novas formas de utilizar o que já temos. O que antes era um monte de textos enviados entre grupos de pessoas, hoje pode muito bem ser uma animação interativa com vídeo, som e ainda controlada pelo usuário. Imagine então o que está por vir.

Para se assustar é fácil, basta pensar que hoje em dia você pode assistir em tempo real, pela internet, uma câmera filmando o trânsito de Londres, da sua casa em Pindamonhangaba (ou seja lá onde for o lugar em que você mora). Só o fato ter acesso a este texto, ou melhor, de você mesmo poder produzir e publicar um texto desses e fazer mais de 10.000 pessoas lerem suas idéias (isso no meu caso, alguns sites chegam a números surreais de visitação), muda totalmente milhares de anos de cultura.

Voltemos aos povos antigos: foram necessários mais de 1.500 anos para que o Cristianismo chegasse ao Brasil, hoje estaria ao alcance de um clique.

Não tão antigo assim, há 30 anos atrás, você só poderia conhecer outro país através da televisão, revista, jornal, ou viajando para lá. Hoje, basta acessar o Google Maps e você pode ver qualquer parte do mundo, ou usar mecanismos de pesquisa para encontrar fatos históricos, fotos, notícias, vídeos, músicas, pinturas, desenhos; do Chuí à Indonésia.

Qualquer informação desejada pode ser encontrada. Desde que exista e você saiba procurá-la. Qualquer idéia pode ser publicada, desde que você não more na China ou outro país censor de internet.

Isto é cybercultura, amigo. Você está cercado por ela, depende dela, vive dela e mesmo que não admita ou minta para si mesmo, se um dia ela acabar, você sentirá falta dela.

Acha que não? Imagine seu mundo sem bancos on-line, sem boletos de pagamento, sem registros informatizados, sem banco de dados, sem bate-papo à distância, sem gps no carro, sem telefone celular, sem telefonia digital, sem códigos de barra, caixa automático, linhas de montagem automatizadas, previsão do clima, principalmente: sem photoshop na mulherada da playboy!

 

fontes: Wikipedia, Discovery Channel Brasil, minha insônia
GTA IV — 10 / abril / 2008

GTA IV

Para os fãs dos games, nenhuma notícia poderia ser melhor do que a proximidade do lançamento do novo jogo da Rockstar North, famosa pela série Grand Theft Auto (GTA) que vem criando controvérsia desde sua primeira versão.

Hoje em sua 7ª versão, depois de passar por intensas mudanças até chegar a fórmula atual, o jogo promete. Não apenas por seus gráficos elaborados e ambientes detalhados, mas também a física do jogo, a história e as atuações de voz prometem. Isso tudo sem perder o estilo que fez sucesso nas versões anteriores.

Euphoria – novidades no core

A nova tecnologia Euphoria permite uma interação muito melhor entre os objetos, personagens e cenário, abrindo um mundo de possibilidades para os jogadores e também incrementando a experiência de jogo com cenas mais realistas. Além da presença no GTA IV, a tecnologia está presente em pelo menos dois próximos grandes títulos: Star Wars: The Force Unleashed e Indiana Jones, ambos da LucasArts.

Controvéria e fama

A controvérsia em torno do GTA já foi grande no Brasil e no mundo, quando chegou a ser proibido de vender. Em entrevista para a revista americana EGM, Sam Houser (Presidente da Rockstar North) reforça a idéia de que o jogo é voltado para adultos, rebatendo as críticas da mídia americana. Lembrando que a seu lado está alguém com muita bagagem na defesa de conteúdo livre, Strauss Zelnick, que trabalhou na BMG defendendo letras de rap nos anos 90 e hoje é Presidente da Take-Two (empresa de onde surgiu a Rockstar North).

Apesar de todo o rebuliço, o jogo continua sendo um dos mais jogados e adorados por todo o mundo.

História

Depois de estar na pele de Carl Johnson na conturbada Los Santos, ambientada nos anos 90, com direito a uma “re-encenação” dos “LA Riots“, você sera Nikko Bellic, um imigrante do leste europeu tentando a vida em Liberty City, praticamente um remake de Nova York, como é comum na série GTA.

Entre diversas novidades, algumas se destacam. O jogo que em sua última versão (San Andreas) focava na liberdade de “customizar” seu personagem com roupas, acessórios, cortes de cabelo, evolução de habilidades e por aí vai; agora será focada no relacionamento entre os personagens, uma abordagem que com certeza vai render boas críticas da mídia especializada.

Através de um telefone celular no jogo, você poderá entrar em contato com os NPC’s (non-player character) e fazer atividades mundanas (se embebedar, por exemplo) ou missões secundárias, presentes desde as primeiras versões do jogo. Isso demonstra uma evolução não só na Inteligência Artificial de GTA IV, mas também uma evolução nos conceitos de jogo, melhorando o que já era um exemplo para os jogos de mundo livre (esses em que você pode andar pela cidade e fazer praticamente qualquer coisa, como Elder Scrolls, Scarface, MAFIA e Godfather, por exemplo, que seguiram a tendência de sucesso da Rockstar.

Se fosse só isso seria bom, mas é mais ainda. Nos últimos dias os sites de games começaram a exibir reviews sobre a demonstração do modo Multyplayer. Segundo a equipe do GameSpot.com, o celular no jogo terá a função também de contactar seus amigos on-line através das redes do Playstation 3 e XBOX 360. Com isso você poderá criar ou participar de salas com diversos modos de jogo, desde Team Deathmatch (dois times combatem pelas ruas da cidade em busca de melhor pontuação), corrida (com ou sem tiros), e ainda o mais esperado recurso: modo cooperativo para que você possa concluir missões com seus amigos on-line.

Este é apenas o começo, pois o jogo ainda está para ser lançado e novos vídeos e novidades surgem todos os dias. Como grande fã da série me sinto na obrigação de dizer que este é um dos jogos que merecem ser jogados, é muito melhor que um filme, garanto.

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